Plenária aponta como prioridade revogação da “Emenda da Morte”

Como parte da campanha eleitoral a deputada federal e da série de encontros temáticos, realizamos na noite de quinta-feira (1) no Teatro Heleny Guariba, região central, plenária que debateu de forma virtual e presencial a saúde pública no Brasil. 

O evento reuniu militantes dos movimentos populares e profissionais de diversas áreas da saúde que realizaram uma profunda abordagem do quadro atual do SUS (Sistema Único de Saúde) que sofre ataques sistemáticos do governo Bolsonaro. 

A questão central de um futuro governo Lula é intensificar a luta pela Revogação da Emenda Constitucional (EC) 95. Também chamada de “Emenda da Morte” ela foi instituída na gestão Temer e congela as verbas orçamentárias da saúde e da educação até o ano de 2036. 

Em gravação de vídeo, o ex-ministro da Saúde, Artur Chioro, passou a limpo os setores que compõem o SUS e trouxe dados que mostram a situação catastrófica da saúde pública no Brasil. 

“Em 2016, a expectativa de vida dos brasileiros era de 75,9 anos e agora está em 70,9 anos”, revelou. Ele ainda apontou alternativas e os desafios para reconstrução do País e o fortalecimento do SUS. 

Também em vídeo, o médico Jorge Kayano, do Instituto Pólis, ressaltou a importância de se eleger uma bancada comprometida com o fortalecimento do SUS e de bandeiras históricas dos trabalhadores. “Para acabar com o orçamento secreto do Centrão, que retira recursos de políticas públicas, precisamos que o povo organizado pressione o futuro Congresso Nacional e não ficar só nas cobranças”, disse. 

Na mesa da plenária, profissionais de vários segmentos analisaram as destruições das políticas públicas e apontaram caminhos para superar o atual cenário. Todos, porém, foram unânimes em apontar a revogação da EC 95 como prioridade para encerrar o subfinanciamento do SUS.   

 

  

 

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