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Fase vermelha com escolas abertas é autorização de morte

O governador João Dória (PSDB) anunciou nesta quarta-feira, 3, medidas tardias para tentar frear a rápida transmissão da COVID-19, combater o assustador número de novas infecções e óbitos, além de evitar o colapso o sistema de saúde do estado de São Paulo.  Na medida ainda fica de fora das preocupações do governador a comunidade escolar

A medida chega com atraso. Desde o anuncio de quarentena noturna, Doria vinha sofrendo crítica de médicos e técnicos por ser medida muito tímida para o tamanho do problema que já tinha contornos de tragédia.

Com a retomada de consciência do tucano, a partir da meia noite desta sexta-feira, 5, todo estado de São Paulo entra na fase vermelha. Com isso, estabelecimentos comerciais e não essenciais deverão permanecer fechados por 15 dias. Só funcionam mercados e farmácias e com capacidade limitada. Haverá toque de recolher a partir das 20h.

Mas tem uma comunidade que misteriosamente não está entre as preocupações do senhor governador: a comunidade escolar.  Unidades de ensino vão continuar a ter atividades presenciais. Para se ter uma ideia do que isso significa, na Capital já são 168 escolas municipais com noticias de pessoas contaminadas.

Qual o critério para manter as escolas fora das restrições? O vírus não circula por elas? Os professores, funcionários e os alunos foram todos vacinados?

Mesmo que com a capacidade reduzida, a manutenção de escolas abertas gera necessidade de transporte e contatos que deveriam ser evitados.

De olho nas eleições de 2022, Doria deixou de fora as escolas. E essa decisão coloca em risco toda comunidade educacional do Estado de São Paulo.

Surge outra dúvida. Doria age pressão dos donos das escolas particulares ou por temor que o atual presidente Bolsonaro explore politicamente a necessidade de isolamento social?

A desculpa da necessidade de manter o acesso à internet e alimentação para os mais carentes só aumenta a certeza do desprezo de Doria pela vida dos mais pobre. A população mais pobre do nosso estado precisa ainda mais da proteção dos governantes. Cabe a eles garantir o acesso à renda emergencial e alimentação saudável em segurança.

O momento exige mais coragem dos governantes.