fbpx

Desafios do novo mandato e a Primeira Secretaria da Câmara

Após uma campanha difícil, onde predominou a desesperança aliada ao distanciamento social, nesse novo mandato vamos encontrar um cenário bastante polarizado na Câmara Municipal e o desafio de ser a primeira secretária.

O PT manteve a primeira secretaria, primando força no embate ideológico dentro da Câmara e nosso mandato foi eleito para assumir essa secretária legislativa neste ano.

Com a primeira secretaria, nossa responsabilidade aumenta, assim como as possibilidades de defender os direitos e fazer uma oposição em nome do povo paulista para que a política volte a gerar emprego, renda e alimento nas mesas dos brasileiros, como foi nos bons tempos em que o PT esteve nos governo federal e municipal.

No entanto esta luta será árdua.

Apesar da vitória de alguns candidatos que lutam pelas causas progressistas e com pautas identitárias que irão fortalecer nosso caminho, a extrema-direita conservadora também conseguiu eleger representantes.

Isso reserva embates ideológicos que vamos travar sempre juntos com os movimentos sociais.

A atual base de apoio do prefeito Bruno Covas (PSDB) conseguiu preservar sua maioria. E dela não podemos alimentar as melhores expectativas.

Teremos muitos desafios, será um ano de muita luta, mas este mandato tem ideologia e lado para ser forte em cada embate, que já teve começo.

Ainda antes de findar 2020, com uso de manobras sinistras, o prefeito Covas conseguiu aprovar o reajuste em 46% do seu salário e de seus secretários.

No pacote de maldades ainda foi aprovado o fim da isenção da tarifa do transporte para pessoas entre 60 e 65 anos e decretado o fim da cobrança de IPVA para pessoas com deficiência. 

A bancada do PT, já busca formas de reverter essa perda dos idosos, mesmo frente a maioria governista.

Essa mesma base de sustentação de Bruno Covas vai continuar a colocar em prática seu projeto de forma dissimulada, sempre em sintonia com decisões do governador João Doria, que por sua vez, resa a cartilha do governo federal, mesmo que em disputas em alguns temas.

Seus ataques miram vários alvos, sempre com o intuito de eliminar conquistas históricas e promover retrocessos.

Assim os atuais governantes não poupam medidas para enfraquecer o Sistema Ùnico de Saúde (SUS). Também não se envergonham de privatizar bens públicos na bacia das almas.

Utilizam argumentos falaciosos de contenção de gastos para extinguir serviços da Assistência Social, aprofundam a terceirização da educação com os tais de “vouchers” e reduzem investimentos nos projetos de habitação digna para a população de renda mais baixa.

Além dos embates ideológicos e da resistência contra o extermínio das políticas públicas, o ano de 2021 sinaliza outro desafio.

Conforme previsto em lei, será o ano da revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) que, desde 2004, pactua o uso e ocupação do solo na cidade.

Pode-se antever que grandes incorporadas vão fazer pressão para acabar com as ZEIS (Zonas de Interesse Social) e as ZEPAMs (Zonas de Preservação Ambiental) em áreas de interesse do mercado imobiliário.     

Diante dessa conjuntura, o futuro de nossa cidade e do nosso projeto de resgate da esperança de dias melhores para todos os brasileiros, principalmente à população empobrecida, estará novamente em disputa.

E somente com espírito de unidade e disposição de luta poderemos avançar. Para isso, o mandato se refirma como instrumento de luta dos movimentos populares, sociais e sindicais.