fbpx

Governo Bolsonaro ameaça acabar com programas de saúde mental

O governo Bolsonaro está preparando um ataque frontal contra as políticas públicas que norteiam os atendimentos na Saúde Mental no Brasil.

O Ministério da Saúde anunciou que pretende revogar perto das 100 portarias que estruturam a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e encerrar programas importantes da Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, em vigor e aperfeiçoados de forma constante desde a década dos anos 90.

Os programas e seus procedimentos foram construídos após exaustivos debates envolvendo poder público, representantes de entidades médicas, e contou com ampla participação da sociedade civil nas quatro conferências nacionais de saúde mental.

Estão ameaçados de extinção programas como o De Volta para Casa e Serviço Residencial Terapêutico que reabilitam pacientes com longas internações psiquiátricas. Também na mira para terminar está o Consultório na Rua, que amplia o acesso de moradores em situação de rua aos serviços de saúde.

Esse desmonte dos serviços de saúde mental, mais um do governo Bolsonaro, sinaliza o fim dos financiamentos de milhares de serviços no território nacional. O fechamento deixará milhares de pessoas com transtornos graves e usuários de drogas sem atendimento.

Especialistas ainda apontam outros graves problemas decorrentes do fim do atual modelo de serviços de saúde mental, como o aumento do uso de antidepressivos, ampliação do financiamento público de rede de clínicas psiquiátricas privadas e o aumento dos gastos públicos com psicotrópicos.

As consequências ainda são mais trágicas. O novo plano proposto pelo governo Bolsonaro sinaliza o regresso ao modelo segregador, que representa um atentado à dignidade das pessoas e viola os direitos humanos.

Pela Luta Antimanicomial!

#LoucuraNãoSePrende #SaúdeNãoSeVende #TrancarNãoÉCuidar