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Pessoa com deficiência / Nossa luta por uma sociedade inclusiva e livre de barreiras.

A data de 3 de dezembro, Dia da Pessoa com Deficiência, nos inspira a fazer uma breve reflexão das nossas lutas.

O Brasil avançou no reconhecimento dos direitos quando a presidenta Dilma Rousseff sancionou em 2015 a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146). Ela passou a ser chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Todavia, mesmo com a importante legislação, há um longo caminho a percorrer até aportarmos numa sociedade inclusiva e livre de barreiras.

Não basta apenas boa vontade das administrações municipais para eliminar obstáculos físicos que facilitem a acessibilidade, mobilidade e o transporte de pessoas com deficiências.

Não basta respeitar o atendimento prioritário nos serviços públicos ou nas filas de espera.

Não basta ter acabado com a vergonhosa taxa e valores extras nas mensalidades escolares cobrados da pessoa por ser deficiente.  

É preciso irmos muito além. É necessário um esforço coletivo da sociedade para exigir e sensibilidade do poder público para diminuir as imensas desigualdades sociais do nosso território.

Antes de mais nada, é necessário fazer valer os direitos assegurados em lei, uma conquista histórica dos movimentos.  

É preciso cobrarmos políticas públicas para atender a população mais vulnerável, incluindo é claro os 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência física, mental ou sensorial.

Há dois anos o cenário político ergueu novas barreiras para conter ou retirar avanços.

Hoje, enfrentamos um desgoverno federal que aprofunda as desigualdades e dissemina o preconceito contra as minorias. E trata com discriminação as pessoas com deficiência.

Exemplo é o equivocado plano para criar escolas especiais para pessoas com deficiência, que acaba com o processo de inclusão social, mas que por enquanto, foi barrado pelo ministro Luiz Roberto Barroso e no dia 10 de dezembro será analisado pelo STF.  

Esse retrocesso tem a contribuição do prefeito Bruno Covas, que leva a política de desestruturação de direitos do planalto para seu governo, privatizando areas que precisam de assitência pública e diminuindo o atentimento.

O centro da nossa trajetória é eliminar as barreiras para a participação plena na sociedade das pessoas com deficiência enfrentando estes retrocessos impostos.

Como?  Oferecendo igualdade de condições com as demais pessoas.  

A estrada é longa, mas somente com a luta de todos vamos pavimentar a acessibilidade por mais saúde, educação, moradia, assistência social, cultura, esporte, tecnologia inclusiva e outros direitos fundamentais que moldam o maior de todos: O DIREITO Á VIDA.  

Esse direito supremo da existência humana, hoje tão solapado na pandemia da Covid-19 por desgovernos da negação.