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Mortes da Covid-19 em alta e Maracanã deve reabrir para torcidas

Para  c e r t o s governantes, os números altos e constantes de infectados no Brasil não importam. O que conta agora é tudo voltar ao normal, isso é, setores do comércio reabrirem as suas portas, a volta às aulas nas escolas e até mesmo, pasmem, o retorno do público aos jogos de futebol.

É o que está sendo cogitado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e a diretoria do Flamengo.

O Rio de Janeiro é o estado com maior número proporcional de óbitos. São 18 mil mortes, e é o local em que a curva de infecções continua a subir.
Não importa. Já está até acertada a data do retorno da torcida ao Maracanã: dia 4 de outubro num jogo do Campeonato Brasileiro entre Flamengo e Atlético Paranaense.

Mesmo com público reduzido a 20 ml torcedores e com promessa de todos os cuidados sanitários (onde?), a intenção de ambos tem dois desdobramentos: o Flamengo fatura a bilheteria e o prefeito angaria prestíigio com Bolsonaro na sua tentativa de reeleição.  

Para calar os “do contra”, a falácia é que a abertura do Maracanã ajuda a afastar os cariocas das praias, que vivem lotadas. Alguém ainda acredita?
Mas contra os números não há como discordar. O Brasil registra mais de 4,5 milhões de contaminados, quase 137 mil mortes no total, e não consegue retroceder as mil mortes diárias.

Enquanto isso, vem da Europa uma notícia assustadora. A Alemanha, pais com rígido controle da Covid-19 e dos testes em massa, registrou neste sábado (19) 2.297 novas infecções, recorde de casos desde 14 de abril.  

E o Reino Unido, com seu eficiente sistema de saúde público, registrou 4.422 novos casos neste sábado, o maior aumento diário desde 8 de maio.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu os dois países, e as autoridades já admitiram que, se for preciso, voltarão com medidas rígidas de isolamento para enfrentar essa segunda onda.

Aliás, os dois países contam com campeonatos de futebol e jogadores milionários em seus times, mas a volta de público aos estádios nem pensar. Cada país tem os dirigentes que merece.