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Se as aparências enganam, olhe mais de perto!

O Monitor da Violência, parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgou os dados atualizados sobre a violência contra a mulher.

Com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal, o levantamento mostra que houve queda nos registros oficiais de lesões corporais no contexto de violência doméstica (11%), estupros (21%) e estupros de vulneráveis (20%) nos primeiros seis meses de 2020.

Por outro lado, os casos de assassinato de mulheres e de feminicídio aumentaram 2% e 1% respectivamente.

O que isso indica? Que não houve queda de casos, mas aumento da subnotificação, em função da quarentena.

Se a agressão doméstica pode ficar invisível, dificultada, o assassinato, não. O que existe é subnotificação em razão das dificuldades impostas pela pandemia, como o fechamento parcial dos serviços públicos, dificultando com que a mulher consiga fazer essas queixas e denúncias, assim como se locomover em busca de ajuda ou mesmo fazer a denúncia on-line.

Por isso, não se engane: a violência contra as mulheres continua sendo um gravíssimo problema que precisamos enfrentar.