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4º aumento consecutivo no número de assassinatos de travestis e transexuais em 2020

O número de assassinatos de travestis não para de subir em 2020. De acordo com o levantamento da Antra Brasil, em comparação ao mesmo período do ano de 2019, o aumento já é de 70%, sem perspectiva de diminuição. Até o mês de agosto, 129 casos de assassinado foram contabilizados, todos contra o gênero feminino, seja travestis ou mulheres transexuais.

O momento de pandemia torna tudo ainda pior, já que a maioria da população trans não teve acesso às políticas emergências do Estado, tendo que recorrer novamente à prostituição, se expondo não somente ao coronavírus, mas também à violência recorrente que, infelizmente, já não é nenhuma novidade.

Mesmo com esses números alarmantes, o Estado continua sem oferecer nenhum suporte, ou investir em alguma medida de proteção realmente eficaz. Além de lidar com a violência nas ruas, há também os casos de violência doméstica e virtual, que tornam a vida das travestis e de transexuais ainda mais difícil.

Uma pesquisa divulgada pela ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) mostra que os casos de suicídio têm sido relatados com maior frequência, e que homens trans, em sua maioria, relataram já ter sofrido atos de violência verbal, institucional ou física. Há uma estimativa de que 42% da população trans já tentou suicídio.

No Ceará, o estado que teve um dos maiores aumentos, o caso de uma travesti assassinada ganhou repercução na mídia. Letícia Costa foi encontrada morta em um cruzamento, de acordo com testemunhas homens saíram do local onde o corpo foi encontrado pouco tempo depois de tiros serem ouvidos. Ao que tudo indica, mais um caso de transfobia.

Programa TransCidadania como política de Estado

São Paulo aparece entre os cinco estados onde se teve mais assassinatos de travestis e transexuais.

O Projeto de Lei 652/2015, PL TransCidadania, de autoria da vereadora Juliana Cardoso, é destinado a promover os direitos humanos, o acesso à cidadania, à qualificação e humanização do atendimento prestado a travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade social.

Ou seja, torna o Programa TransCidadania, criado em 2015 na Gestão Haddad, uma política pública imprescindível para a capital paulista.

O projeto já foi aprovado em primeira depois de quatro anos em tramitação e muita luta da vereadora junta à população trans.

Leia a análise completa e os boletins anteriores em: antrabrasil.org/assassinatos/