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Vacina sim, Bolsonaro não

Desde 1973, o Brasil conta com o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Ele oferece vacinas para erradicar diversas doenças. O SUS (Sistema Único de Saúde) possui o maior pacote vacinal do mundo, todas credenciadas pela Organização Mundial da Saúde.

Muitas doenças foram erradicadas no Brasil graças aos esforços do SUS em campanhas de vacinação. Há muitos anos, não ouvíamos falar sobre coqueluche, difteria, poliomielite, catapora, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites, etc. Não ouvíamos porque, infelizmente, essas doenças estão voltando.

Para entendermos o porquê disso, precisamos voltar um pouco na história, retornando por atitudes de negacionismos sobre a eficácia das vacinas. Temos precedentes na nossa história com a Revolta da Vacina em 1904, no Rio de Janeiro. Na época, a população da cidade enfrentava condições precárias de higiene e saneamento, facilitando assim o surgimento de epidemias.

Oswaldo Cruz, médico sanitarista, liderou um trabalho de combate às doenças na cidade. Uma lei tornou obrigatória a vacina contra a varíola em todo território nacional. Apenas quem comprovasse ser vacinado conseguiria emprego, matrículas em escolas, certidões de casamento e autorização para viagens.

Essa obrigatoriedade causou protestos pela cidade do Rio de Janeiro. As manifestações tiveram saldo trágico com 945 pessoas presas, 461 deportadas, 110 feridas e 30 mortas.

Hoje, o mundo todo sofre as consequências da pandemia do novo coronavírus: fronteiras foram fechadas, as economias retraídas, aulas suspensas, eventos adiados e o pior, milhares de pessoas mortas.

A esperança mundial está em algumas gotas de um líquido que não se sabe ainda a fórmula. Cientistas correm contra o tempo para produzirem a vacina que pode trazer a normalidade da vida de volta ao nosso planeta que, lembrando, é redondo.

Essa onda de rejeição à vacina, além de ultrapassada, é ultraconservadora e típica de uma ideologia da direita que flerta com o nazismo e nega a ciência. Podemos perceber isso nas manifestações que ocorreram neste último fim de semana na Alemanha, em que neonazistas, conspiracionistas e antivacinas marcharam pelo fim do isolamento social.

Quando Bolsonaro e membros de seu governo dizem que ninguém é obrigado a tomar vacina, além disso não ser verdade, é um claro discurso anti democracia. A vacina é, antes de tudo, um pacto social pois, ao não se vacinar, o indivíduo não coloca apenas sua vida em risco, mas a vida de milhares de pessoas em risco, principalmente crianças.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura o direito à vacinação, que também é reconhecido na Constituição Federal de 1988.

Não sejamos levianos com a saúde assim como Bolsonaro é negligente com o Brasil. Desde maio sem ministro efetivo da Saúde, Bolsonaro deixou que chegássemos a mais de 120 mil mortos e ainda registra o PIB no menor patamar histórico desde 1996.

Ou seja, não se mexeu para salvar vidas, não salvou a economia e ainda prega a favor da antivacina. O povo brasileiro não merece tanto sofrimento

#VacinaSim #BolsonaroNão