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Nos somamos às lutas pelos direitos dos indígenas

A data deste domingo, 9 de agosto, é reservada pela ONU (Organização das Nações Unidas) como Dia Internacional dos Povos Índígenas e para que os seus direitos sejam respeitados. No Brasil, mais do que nunca, precisamos somar forças com as lutas dos mais de 800 mil indígenas de 305 etnias.

lamentavelmente, desde a sua posse, o presidente Jair Bolsonaro escalou os povos indígenas como inimigos do seu governo. Extensas áreas da floresta Amazônica, principalmente reservas indígenas com riquezas naturais, são devastadas sob a complacência do governo federal. São 505 terras indígenas demarcadas, ou 12,5% do território, na mira de destruição dos grandes latifundiários.

Durante o lançamento do Conselho da Amazônia, ao declarar que “cada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós”, Bolsonaro demonstrou profundo preconceito e desrespeito aos povos indígenas do Brasil e seus descendentes.

Recentemente, ao vetar artigos da Lei nº 14.021, que trata de medidas de proteção aos povos indígenas durante a pandemia da Covid-19, o presidente Bolsonaro foi denunciado no Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas).

Entre os itens vetados, estão os que garantiam fornecimento de água potável nas aldeias, materiais de higiene e leitos hospitalares. O presidente também vetou o auxílio emergencial aos indígenas e quilombolas.

De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), 113 povos da Amazônia estão lutando contra a propagação da Covid-19. Já são 20 mil indígenas infectados e mais de 600 óbitos. Entre eles, uma das linderanças mais importantes do Brasil e da América Latina, o cacique Aritana Yawalapiti, do Xingu, que nos deixou aos 71 anos na última quarta-feira (5 de agosto).

Mas não é somente na região Amazônica que a boiada do poder empresarial passa para destruir os territórios indígenas. Na cidade de São Paulo, que abriga aldeias no Jaraguá, zona noroeste, e em Parelheiros, no extremo sul, as ameaças são a destruição da Mata Atlântica e o fim de políticas públicas como serviços de saúde.

Desde sempre, nosso mandato se soma às lutas dos indígenas na cidade de São Paulo, que possui 33 etnias. E não somente por eu ser descendente de indígenas, mas por entender que os direitos humanos devem ser respeitados em sua plenitude e para todos os povos, principalmente os originários do nosso planeta e do nosso Brasil.

#JulianaCardosoPT