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5 de agosto – Dia Nacional da Saúde

Neste Dia Nacional da Saúde, precisamos gritar ainda mais alto em defesa da saúde pública e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é nossa maior herança desde a redemocratização, já salvou e salva milhares de vidas diariamente desde sua criação e vai muito, mas muito além do atendimento em postos de saúde.

O SUS é universal, integral, gratuito e tem como finalidade diminuir desigualdades. Muitas pessoas não sabem que o Brasil é o único país com mais de 200 milhões de habitantes a ter um sistema público e universal de saúde. Além disso, nosso SUS possui o maior pacote de vacinas do mundo. Todo o tratamento de Aids é custeado pelo SUS, 95% dos transplantes de órgãos e 85% dos procedimentos de alta complexidade são feitos pelo SUS. Todo brasileiro, seja rico ou pobre, usa o SUS.

Temos, portanto, muito o que comemorar, mas, infelizmente, neste ano, enquanto os dados oficiais sugerem que os números de mortes pelo coronavírus nos bairros centrais da capital, assim como no Estado, estão tendo uma leve queda, na periferia os números continuam assustadores.

E neste quadro, Sapopemba, na Zona Leste, Brasilândia, na Zona Norte e Grajaú, na Zona Sul, lideram o triste ranking de bairros com mais mortes por Covid-19 em São Paulo, com uma média de 400 óbitos. Em Sapopemba, a média chega a três óbitos diários, mantendo-se na liderança de mortes suspeitas e/ou confirmadas pela doença.

Mas para além destes números frios, são 437 famílias enlutadas, 437 amores que se foram, 437 sonhos que não irão mais se realizar. A nós, que seguimos aqui, cabe a obrigação de reverenciar as vidas que se perderam pela falta de uma política pública que preserve a população em primeiro lugar e, mais que isso, seguirmos na luta em defesa da saúde para todos.

Por isso, levantamos nossa voz cada vez mais alto para gritar: DEFENDA O SUS!