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#ELENÃO “Dia de luta das mulheres contra o Fascismo”

Abaixo assinado pela aprovação do Projeto de Lei nº 449/2019 que institui o “Dia do #EleNÃO” no calendário de datas comemorativas da cidade de São Paulo

O dia 29 de setembro de 2018 ficou marcado pelas grandiosas manifestações convocadas pelas mulheres brasileiras contra o avanço do fascismo no Brasil. Esse avanço está expresso em atitudes preconceituosas, machistas, racistas, homofóbicas e contra a igualdade de gênero.

Organizadas em grupos em redes sociais e na hashtag #EleNão nos protestos milhares de mulheres tomaram as ruas de 26 cidades em 14 países e tiveram como foco principal a defesa da democracia.

Assim o #EleNão que nasceu nas redes sociais alcançou as ruas e sensibilizou vozes anônimas e famosas pelo mundo como a postagem da cantora Madonna no hashtag.


Esse dia histórico registrou as maiores manifestações feministas da história do Brasil em defesa de valores como a tolerância política e pluralismo ideológico. Para além das causas feministas, o movimento abraçou pautas mais gerais, como a defesa dos direitos humanos, fundamentais na construção de uma sociedade civilizada.


Embora o predomínio e o protagonismo tivesse sido das mulheres, diferentes grupos ocuparam as ruas.

Os protestos reuniram integrantes de movimentos sociais, estudantes,
artistas, sindicatos e militantes de partidos políticos, além de torcidas organizadas. Até mesmo evangélicos e “policiais contra o fascismo” marcaram presença durante os atos.

Uma das questões centrais do movimento foi o fenômeno bastante presente no cotidiano do Brasil que exibe índices vergonhosos de casos de violência contra as mulheres.

De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado 193 mulheres registraram queixas de violência doméstica. Uma média de 530 mulheres acionaram a Lei Maria da Penha por dia, ou 22 por hora. São dados assustadores. Eles mostram que estamos longe do respeito à igualdade de gênero. Mesmo sem dados oficiais, os índices de violência são alarmantes no País. Segundo Grupo Gay da Bahia, no ano passado uma LGBT foi assassinada a cada 20 horas.

A violência de gênero procura reforçar o pensamento de que a política não é espaço para as mulheres. Atitudes constrangedoras lembram que em inúmeras situações as mulheres não são bem-vindas. Em outras a violência vai ao extremo.

O assassinato da vereadora Marielle Franco expôs o grau de letalidade e misoginia contra as mulheres na política. A presidenta Dilma Rousseff, primeira mulher eleita para o cargo em mais de 150 anos de República, sofreu ataques virulentos e machistas até ser deposta pelo golpe em 2016.

A aprovação do presente projeto de lei colocará a cidade de São Paulo na vanguarda da resistência ao fascismo como regime autoritário e tudo o que ele representa em termos de censura, perseguição e de repressão violenta como forma de resolução dos problemas sociais.

São Paulo é considerada uma cidade acolhedora e cosmopolita. Ao longo de quase cinco séculos de existência São Paulo recebeu de braços abertos todas as etnias, povos originários das terras mais longínquas. Aqui pulsa a diversidade de gênero, o pluralismo e a tolerância como princípios civilizatórios.

Ao aprovar o Dia do #EleNão para constar no calendário oficial de. eventos, a cidade se alinha as cidades pelo mundo afora que são contra o ódio que determinados grupos querem disseminar.

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