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Luta Sindical / Mais que apalusos, servidores públicos do Iamspe merecem dignidade

Nos dias 16 e 17 de julho, o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de S. Paulo (Iamspe) esteve em greve por 48 horas. Desde março, os servidores da saúde estadual vêm cobrando do governo uma posição quanto ao pagamento da bonificação anual da qual têm direito. Esta gratificação substitui o prêmio de incentivo que médicos, enfermeiros e demais funcionários do Instituto deixaram de ganhar há dez anos, quando passaram a não fazer mais parte da pasta de saúde.

Desde então, esse valor fica cada vez menor, mas ainda em 2019 os servidores do Iamspe chegaram a receber o bônus. Este ano, o governador João Doria se nega a pagar com a desculpa de falta de orçamento por uma lacuna legal. Acontece que o Iamspe fazia parte da Secretaria de Gestão e Planejamento quando aprovado o orçamento do bônus, ano passado. A partir de 2020, os servidores ficaram na mão da Secretaria de Governo, que não possui legislaçao específica de bonificação.

Que culpa os trabalhadores têm de mudar de Secretaria?

No começo da pandemia, ficamos em casa por aqueles que não podiam ficar, e agora estamos nas ruas – com distânciamento social e máscara – por eles, pelos profissionais da saúde, servidores estaduais que continuaram e continuam trabalhando sem as mínimas condições durante a maior crise de saúde dos últimos tempos.

Como sempre, o trabalhador paga a conta de uma má gestão do governor João Doria, que diante das câmeras bate palmas aos funcionários que estão na linha de frente no combate ao COVID-19 e outras doenças, mas por trás delas, esquece que esses fucionários precisam de salários dígnos e justos para sobreviver numa cidade tão desigual como São Paulo.

Esses profissionais são essenciais para mantermos o acesso à saúde pública dos servidores públicos estaduais. Essa luta é, portanto, não só dos funcionários do Iamspe, mas de toda a sociedade.