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Covid-19 / Precisamos de respostas efetivas para salvarmos vidas

A chegada da Covid-19 no Brasil escancarou a falta de habilidade do governo brasileiro e, principalmente, o desinteresse em proteger a imensa população vulnerável. Na realidade, não existe uma coordenação centralizada para o combate a Pandemia, não existe algo que minimamente podemos considerar como estratégia.

Mesmo na cidade de São Paulo, uma das primeiras a tomar a decisão de isolamento social e desde o momento em que foi detectada a primeira pessoa infectada, predomina a letargia em estabelecer estratégia para atender a População em Situação de Rua. Essa omissão faz com que cheguemos ao estado de desastre que estamos hoje.

Não há dados confiáveis. Não sabemos quantas pessoas em situação de rua estão infectadas? Quantas morreram? Quando muito, números aparecem fragmentados em coletivas de imprensas, estas com efeitos de marketing. Números desassociados de nomes. Esse é o retrato que a Prefeitura pinta dos que habitam as ruas para a sobrevivência.

Em pleno inverno na cidade e com a doença chegando a níveis desesperadores, agravado pela insistência genocida da “reabertura econômica”, nem mesmo as vagas nos hotéis, medida que lutamos muito para ser acatada pela Prefeitura, foram disponibilizadas para o acolhimento.

Através da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, e sem diálogo com a sociedade civil ou com os representantes que discutem a questão na cidade, foi lançado edital para o cadastramento de hotéis a fim de abrigar 500 idosos em situação de rua. E o resultado do edital foram 7 hotéis cadastrados e considerados inabilitados.

Essa é a resposta que temos hoje. Ou melhor, a não resposta. Não temos dados e não temos acolhida suficiente. Não temos hotéis. Isso para quem já não tem lar, não tem casa, não tem dinheiro e não tem alimento. Não há nada e não há perspectiva.

E se for depender dessa gestão Doria/Covas não haverá nada. Precisamos de uma resposta real, efetiva! As pessoas na rua precisam que o estado funcione. Para que elas não morram nem de frio e nem doentes por descaso, por desrespeito.

É preciso lembrar que a cidade já tem um déficit de vagas de acolhimento em relação ao número divulgado de pessoas em situação de rua pelo Censo de 2019.

E que se mesmo que fossem somadas as vagas acrescidas da operação de acolhida no inverno e das ações contra o Covid-19, ainda assim as 500 vagas somente para idosos não chegariam perto de um número razoável.