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1º de Maio / Desemprego cresce e é subnotificado no Brasil.

Não é novidade para todos aqueles que acreditam que o Planeta Terra é redondo o desapego do governo Jair Bolsonaro com a transparência e com o menosprezo como trata o direito à informação como bem público.
Em plena pandemia do Covid 19 especialistas consideram os números subnotificados no Brasil. E apontam a falta de informações exatas sobre os casos de pessoas infectadas e de óbitos como fruto do descaso. Instituições renomadas, inclusive do exterior, projetam os números cinco vezes maiores.
Com as informações sobre desemprego ocorre o mesmo por parte do governo federal que sonega os números. Desde janeiro deste ano, o governo Bolsonaro não divulga mais os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As desculpas recaem sobre as empresas que não prestam informações.
Os últimos dados oficiais conhecidos são do ano passado. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11% no trimestre encerrado em dezembro em 2019, atingindo 11,6 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a falta de dados atualizados há outros indicativos. Os números do seguro-desemprego mostram que 5 milhões de trabalhadores formais tiveram seus empregos afetados desde o começo da pandemia. Segundo a Folha de S. Paulo, cerca de 1 milhão de pessoas foram demitidas. E outros 4,3 milhões de trabalhadores formais tiveram o contrato suspenso ou jornadas e salários reduzidos por até três meses.

Fragilizada pela política de desmonte do governo Bolsonaro a indústria brasileira revela o impacto da pandemia. “A queda da demanda forçou uma redução sem precedentes da atividade industrial, que levou a utilização da capacidade instalada ao menor nível já registrado”, explica nota da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Por isso, esse 1º de maio de 2020 é marcado não só pela reafirmação das nossas vidas contra o coronavirus, mas também pela luta contra o desemprego. E pelo direito à informação pública.
Afinal, como bem disse o presidente Lula: “Precisamos vencer a fome, a miséria e a exclusão social. Nossa guerra não é para matar ninguém – é para salvar vidas”. E o emprego é o meio de renda e bem maior de todo trabalhador.