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Covid-19 / Cidade registra primeiras mortes de funcionários da Assistência Social

As estatísticas de mortes por causa da pandemia pelo novo coronavírus deixam de ser números e se tornam rostos conhecidos.
E esta última semana de abril registrou os primeiros óbitos da Covid 19 de profissionais da rede de Assistência Social na cidade de São Paulo.
Faleceu Antônio Edimar Alves Fagundes, educador social do Centro de Acolhida Zacki Naki, da zona norte de São Paulo.
E ainda recebemos a informação do óbito de um cozinheiro do Centro de Acolhida de Ermelino Matarazzo.
Nossos sentimentos às famílias dos dois funcionários e nossa solidariedade neste difícil momento de dor e de despedida a distância.
A dura realidade é que essas mortes mostram os riscos que os trabalhadores das entidades conveniadas com a Secretaria de Assistência Social estão correndo.
Eles muitas vezes prestam serviços para a população mais vulnerável sem os equipamentos de proteção (EPIs) para evitar o contágio e sem insumos como álcool em gel.
Ao lado do Sindsep, do Fórum de Assistência Social e do Conselho Municipal de Assistência Social, nosso mandato não vai parar de denunciar o descaso da Prefeitura com os profissionais que estão na linha de frente. Eles estão arriscando as suas vidas para ajudar os mais vulneráveis.
Além desses dois óbitos, outros 25 trabalhadores de serviços essenciais perderam a vida na cidade. Destes, 20 são de profissionais da rede de saúde pública.
E precisam sim ter condições dignas e de segurança para trabalhar por nós, para trabalhar por todos.
Faltam recursos? É certo que não, pois a Câmara aprovou há 15 dias projetos e verbas para a gestão Covas combater a pandemia.
E hoje quinta-feira (dia 23) a Câmara está aprovando mais recursos para a Prefeitura enfrentar o COVID 19.
Continuam os atrasos nos repasses de verbas às entidades?
Isso tudo é inadmissível e beira o descaso.