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Covid-19 / Governo erra e deve arrancar até 40% dos salários do trabalhador

Depois de recuar e repensar, o Presidente Bolsonaro editou nesta quarta-feira, uma Medida Provisória melhorada, mas que ainda não chega perto do quanto poderia ser boa para empresários e trabalhadores neste momento em que batemos na porta de uma crise econômica.

Essa nova proposta  é fruto de um processo em que setores da sociedade, sindicatos e partidos de esquerda, fizeram pressão e, conseguiram melhorar oque foi apresentado.

A MP apresenta regras para redução de salário e até a suspensão de contratos formais de trabalho, mas desta vez, tudo com a participação dos e entidades de classe, o que foi negado aos trabalhadores na medida apresentada anteriormente.

O governo não abriu mão de que estas reduções possam chegar a 70%, mas decidiu subsidiar parte desta perda por meio do Seguro Desemprego, que será acionado pelos automáticamente após o acordo entre as empresas e os trabalhadores.

Ou seja, o salário passará a ser pago, em parte pelo empregador e em parte pelo governo, mesmo assim o trabalhador poderá chegar a receber cerca de 40% menos que o salário atual.

Neste caso a melhoria em relação a MP anterio, não está só no subsidio do governo, mas também na garantia de emprego nos dois meses de duração desta medida assim como nos dois meses seguintes.

A MP não trata de trabalhadores comissionados, que é o caso dos setores de varejo, e deixa muitas brechas na modalidade Pessoa Jurídica, que trabalham como os CLTs, mas por meio de contrato direto com a empresa, desprotegido das leis trabalhistas.

A solução estaria mais clara e direta se o governo abrisse mão de suas convicções políticas e estratégicas e injetasse dinheiro do estado para conter a crise econômica. Esta MP poderia dar mais garantias institucionais aos trabalhadores, assim como aos empresários, abrindo créditos de baixo custo para aqueles que mantivessem os postos de trabalho, permitindo reduções menores e abrindo mão de parte dos tributos. Seria mais simples, criar medidas para as instituições do que para os trabalhadores, mais fácil e agil de se organizar e por em prática.

A taxação de grandes fortunas seria realmente uma solução que injetaria muito diheiro nos cofres públicos, sem que ninguém mudasse seu estilo de vida. Taxar grandes fortunas não faria o bilionário ficar sem seu caviar, mas garantiria que o vendedor fizesse seu isolamento social com a certeza do pão de cada dia.

Mas isso é o que queremos, e não o que o Bolsonaro quer.