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Covid-19 / Precisamos da verdade: Cadê os EPIs, Cadê os exames e as maternidades?

Nesta semana fiz ao governo municipal um pedido de esclarecimento sobre assuntos que não podem ser esquecidos.

O numero de mortes por conta do Corona Virús está possivelmente atrasada em dias. Muitas fámilias já velaram seus entes queridos sem ter a certeza se a morte foi por conta do Covid-19 ou não, já que os exames de confirmação estão muito demorados e o exame rápido, está em falta no estado e no município. Segundo uma matéria da Folha de São Paulo, mais de 200 pessoas já falecidas ainda não tem a comprovação da causa da morte, e por isso, não estão entre o numero de vitimas do virús informada oficialmente. Ou seja, os numero oficiais são fantasiosos, por serem totalmente desatualizados e isso tem causado momentos de excessivo sofrimento para parentes e pessoas que conviveram com estas possiveis vítimas.

Outro ponto que reivindiquei esclarecimentos, está ligado a questão das maternidades. São muitas as dúvidas a cerca dos procedimentos e protocolos para as mães, assim como a preocupação com os EPIs que não chegam aos funcionários da maternidade e nem para aqueles que estão nos hospitais na linha de frente do Combate a Crise.

Confira:

OFICIO NO. 45/2020 – 270 GV

Secretaria Municipal de Saúde

Na qualidade de Vereadora da cidade de São Paulo, preocupada com a pandemia de coronavírus e o impacto dela em nossa cidade, solicito de V. Sa. as seguintes informações:

Ol- Existe falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para os trabalhadores de saúde, em especial, os trabalhadores da rede hospitalar, ambulatorial, SAMU, AMAs, UPAs, UBSs, Rede Hora Certa. Cabe ressaltar a situação desesperadora dos 7 mil Agentes de Comunitários de Saúde, que realizam visitas diárias as residência dos usuários e encontram-se totalmente desprotegidos, sem EPIs. Como está sendo organizada a distribuição dos EPIS para os diversos serviços e unidades de saúde municipal;

  • Em relação as maternidades municipais:
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  • Quais protocolos estão sendo adotados para evitar o contato dessas usuárias e seus bebês com os demais pacientes no acesso ao serviço, visto que muitas maternidades são também hospitais gerais?
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  • O direito ao acompanhante no parto e pós parto, garantido em lei, está sendo respeitado? Em caso negativo é urgente que se faça uma comunicação pública para que todas as mulheres e seus acompanhantes tenham ciência, evitando que fique a cargo dos profissionais de saúde faze-lo e que haja confrontos pessoais. Se faz necessário um alinhamento em todas as maternidades.
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  • Quais são as orientações para visitas a puérperas e seus bebês? Estão suspensas?
  • Em relação ao SAMU: qual é o protocolo para o período de pandemia? Recebi denúncias de ambulâncias e profissionais desviados para transporte de cadáveres e de médicos sendo assediados para assinarem atestados de óbitos;
  • Como está a situação do abastecimento de medicamentos e insumos na rede hospitalar, recebi relatos de vários desabastecimentos, exemplos: Rocurônio, Etomidato, Suxametônio, Pancurònio ( medicamentos para entubação ) e Cloroquina.
  • Os dados de notificação compulsória dos casos suspeitos, confirmados e óbitos causado pela coronavírus, por distritos de saúde e por distritos administrativos;
  • Recomendo que esses dados fiquem públicos no portal da Secretaria Municipal de Saúde e atualizados diariamente;
  • Quais são os protocolos para Atenção Básica, para acompanhar os casos suspeitos e confirmados, dentro da área de abrangência de cada unidade de saúde.