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CHUVAS: Gestão tucana corta investimento em obras contra enchentes; a cidade sofre as consequências

Cidade submersa no caos enquanto governo Covas investe menos de 20% do orçamento destinado às obras e serviços de contenção das águas da chuva.

 

Com 77 pontos de alagamentos, a cidade de São Paulo amanheceu nesta segunda-feira (10) à beira do caos. O cenário era de locais tomados pelas águas, transporte por trens paralisados, trânsito caótico, além de casas inundadas e pertences perdidos.

Enquanto o filme “Parasita”, que aborda as dificuldades do povo trabalhador, ganha o Oscar, a ficção tem contornos reais na metrópole paulistana.

Nos últimos três anos, os números dos orçamentos mostram negligência da gestão Bruno Covas (PSDB) no combate às cheias.

No ano passado, por exemplo, estavam previstos R$ 300 milhões para obras e serviços de contenção de enchentes. Foram gastos apenas R$ 50 milhões, ou seja, somente 17%.

Em 2017 e 2018 não foi diferente. O prefeito Doria (hoje governador) investiu um terço da verba orçada para combate a enchentes. De R$ 824 milhões de obras para drenagens, apenas R$ 279 milhões (38%) foram executados.

A situação levou autoridades da gestão tucana a orientar a população permanecer em suas residências. E o trabalho? E a aula na escola? Quem vai pagar o dia de trabalho perdido?

Eles delegam a responsabilidade da falta de investimento público ao comportamento individual das pessoas. E, como é de costume das elites de plantão, a culpa recai sobre as famílias em áreas de risco, São Pedro e o grande volume de chuvas e o avanço da frente fria.

Para além da ocupação histórica e irracional das várzeas dos rios, dos projetos de ampliação de piscinões que se arrastam, a Prefeitura tem papel relevante em serviços para mitigar as enchentes como limpeza de córregos, de galerias e bocas de lobo.

No entanto, diante de um problema permanente na história da cidade, não há uma ação governamental efetiva voltada para impedir o impacto das águas na vida das famílias trabalhadoras que sofrem as consequências das chuvas.