Pela vida e dignidade das mulheres

A praça em frente ao Centro de Referência da Saúde da Mulher em São Paulo está sendo ocupado por dois grupos: um conservador e truculento, e outro composto por voluntárias feministas. Eu e o vereador Suplicy estivemos lá hoje para entender a situação e garantir que os direitos das mulheres sejam protegidos.

O Hospital Pérola Byington atende mais de 6 mil mulheres por mês. No caso de mulheres que são vítimas de violência sexual, é um dos principais locais de acolhimento na cidade. Na semana passada, circulou a notícia de que o grupo, que se diz “pró vida”, instalado em uma tenda em frente ao hospital, agrediu uma mulher que realizava atendimento no hospital, justamente por já ter sido vítima de estupro. Para evitar que casos como o da semana passada se repitam, um grupo de ativistas dos movimentos feministas montaram outra tenda, com o objetivo de fazer contraponto e garantir o respeito aos direitos das mulheres, o acesso a atendimento de saúde e o respeito à sua dignidade e às suas vidas.

Hoje, eu e o vereador Eduardo Suplicy, enquanto representantes da comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, visitamos essas voluntárias e conversamos sobre a importância do debate sobre os direitos das mulheres. Estivemos acompanhados de representantes das comissões da Mulher Advogada e de Direitos Humanos da OAB de São Paulo, da Defensoria Pública, das secretarias de Mulheres da CUT e do PT de SP e da Presidenta do Conselho Municipal de Políticas para Mulheres, Ana Rosa Garcia.

Também estivemos em reunião com o Alex Perez, Diretor das Gerências de Apoio Técnico e Ambulatorial, e do Escritório da Qualidade do Hospital. Ele nos relatou que esse tipo de intervenção de grupos conservadores já aconteceu em outras ocasiões, e que a diretoria faz o acompanhamento das situações, mas que a principal preocupação da equipe do hospital é garantir que os atendimentos sofram a menor interferência possível. Várias pessoas com quem conversamos, que trabalham no hospital e até as voluntárias dos movimentos feministas, nos disseram que as tentativas de constrangimento às pacientes não têm interferido no funcionamento do hospital, que mantém seu trabalho de excelência.

Nosso mandato tem longa trajetória na defesa dos direitos das mulheres, especialmente no que se refere ao acesso a saúde de qualidade. Estamos, e estaremos sempre, ao lado das mulheres, lutando para que sejam respeitadas e tratadas de forma digna, sem ser submetidas a nenhum tipo de assédio ou constrangimento.