Perda de médicos pode prejudicar 200 mil paulistanos

Foto: Karina Zambrana

A cidade de São Paulo está prestes a perder 43 médicos do Programa Mais Médicos que atuam em unidades de saúde dos bairros da periferia atendendo cerca de 200 mil paulistanos.


Os profissionais prestam serviço pelo Acordo de Cooperação da Prefeitura com o Ministério da Saúde, celebrado em 2016, na gestão Fernando Haddad.

O prazo do contrato desse convênio vence no dia 15 de setembro e o governo federal até o momento não mostrou interesse em renová-lo.

Em maio, após requerimento do mandato da vereadora Juliana Cardoso (PT) ter sido aprovado na Comissão de Saúde, a Câmara Municipal solicitou oficialmente ao Ministério da Saúde a prorrogação desse contrato por mais três anos.

“Existe um grande risco da cidade perder esses profissionais, pois o Ministério da Saúde tem se posicionado contra o Programa Mais Médicos por motivos ideológicos”, comentou a vereadora. “Hoje, os médicos que atuam nesse programa são brasileiros formados em universidades do exterior, com pós-graduação na Unifesp e o custo financeiro é arcado pela Prefeitura. Apesar do governo Bolsonaro ter lançado o Programa Médicos para o Brasil que não contempla grandes cidades como São Paulo, bastaria boa vontade para assinar a renovação”.