NÃO à liberação de cesáreas sem recomendação médica!

Assine a petição contra o PL que libera cesárea no SUS sem indicação clínica

Meu nome é Adriana, sou coordenadora do Fórum de Saúde da Zona Sul de São Paulo e me importo muito com políticas para saúde da mulher. Acredito ser muito preocupante que exista um Projeto de Lei que pretende liberar a realização de cesarianas no Sistema Único de Saúde, SEM RECOMENDAÇÃO MÉDICA, a partir da 39ª de gestação.

A preocupação, que não é apenas minha, se justifica por ao menos dois aspectos.

Em primeiro lugar, o projeto proposto pela deputada estadual Janaina Pascoal não está levando em consideração o que afirmam médicos e especialistas no tema.

A cesariana só deve ser realizada em caso de risco a saúde da mulher, bebê ou ambos, pois como qualquer outra cirurgia, a cesariana também traz seus riscos tanto para o bebê quanto para a mulher.

Por isso, a Organização Mundial de Saúde recomenda que que a taxa de cesáreas de um país fique entre 10% e 15% do total de partos realizados.  

Ainda assim, o Brasil é o segundo país no mundo com maior número de cesáreas, perdendo apenas para República Dominicana.

Além da preocupação com a saúde de mulheres e bebês, médicos, enfermeiros e profissionais da saúde também questionam os impactos deste projeto no Sistema Único de Saúde. Segundo eles, esta lei mexeria com toda a estrutura dos serviços públicos municipais e estaduais.

De onde sairá o dinheiro para operar um monte de mulheres se o SUS sofre cortes cada vez maiores? Só na cidade de São Paulo são feitos 150 mil partos por ano”, afirma a obstetriz Ana Cristina Duarte, em entrevista à imprensa.

Para a especialista, o projeto de Janaina Paschoal já parte de uma base errada, por considerar que o parto normal traz mais riscos à mulher. A cesárea é uma cirurgia invasiva e mexe com o corpo da mulher. A Defensoria Pública e o Conselho Regional de Enfermagem também são contra o projeto.

Nos ajude assinando e compartilhando esta petição para que os parlamentares do nosso estado votem CONTRA este projeto de lei absurdo!