O pão que traz humanidade

Esse título é porque, hoje, para lembrar quem somos, de onde partimos e de tudo que jamais abriremos mão, cantamos juntos o “Pai Nosso dos Mártires”, no PT Nacional.

Final do dia e estou aqui refletindo sobre a importância de sabermos bem quem somos e reconhecermos a nossa essência, para que isto nos mantenha firmes na caminhada.

Eu sou de Sapopemba e conheço cada pedaço daquele chão, filha de militante fui criança de chão de diretório. Minha infância foi correndo pelas reuniões e brincando em atividades.

Hoje, recordei um pouco essas origens porque lá estive com dezenas de companheiras e companheiros, com os quais milito diariamente, sendo que alguns conheci ainda muito menina. Essas lembranças reforçam meus princípios e tudo aquilo que me faz ser quem sou, desde criança.

Nessa toada, me tornei feminista, militante de movimentos sociais e hoje sou parte de um coletivo político forjado nas lutas populares.

A nossa trajetória também é o resultado da nossa espiritualidade. Somos formados pela teologia da libertação, que sente, emana e prega um grande e verdadeiro amor pela humanidade. Aqui entre uns de nós que ainda são ‘igrejeiros’ cabe qualquer fé, e cabe quem tem fé só na vida.

O nosso mandato representa toda essa diversidade de sonhos.

As esperanças e batalhas cotidianas para viver são razões pelas quais acordamos todos os dias para lutar por um mundo mais justo.

E não há um só minuto que possamos cogitar abrir mão do que sempre nos foi essencial , porque sem isso, correm-se os pulsos e morrem-se os sentidos.

Tivemos a oportunidade hoje de partilhar importantes reflexões com camaradas que, assim como nós, constroem o nosso Partido dos Trabalhadores.
Gleisi Hoffmann, nossa presidenta, Gilberto Carvalho e Eleonora Menicucci, que, sim, foram ministros dos governos Lula e Dilma, mas, acima de tudo, são companheiros que me inspiram desde pequena. Conversamos também com o Chico Macena e o Paulo Frateschi, companheiros das antigas, ambos secretários do governo Haddad; e com o Vagner Freitas, presidente da CUT, com quem compartilho a filiação no mesmo diretório.

E lá estiveram representados os movimentos com lideranças da Saúde, Criança, Adolescente e Juventude, Moradia, Cultura, Mulheres, LGBT, Esporte, Direitos Humanos, Combate ao Racismo, Sindicalistas, e Servidores Públicos que são a essência do nosso Coletivo de Luta.

Não tem sido fácil enfrentar tempos tão tenebrosos, mas nosso lema é Sonho, Resistência e Luta. Nosso sobrenome é Partido dos Trabalhadores. Este é o nosso oxigênio.

Estamos construindo e gestando esperanças.
Seguimos muito firmes fortalecendo o PT e as lutas da classe trabalhadora.

Sonhamos muito e acreditamos neles, sempre com a certeza de que eles só serão concretizados nas trincheiras da luta diária contra os verdadeiros inimigos: o autoritarismo, a arbitrariedade e o fascismo.

Lula Livre .