Boletim SAMPAPREV: 11/12/18 – Terça-feira – Juliana aponta dívida dos bancos com os cofres públicos

“Enquanto os preços da energia elétrica, gás e combustível não param de subir, estamos diante de um projeto que reduz os salários dos funcionários públicos. É inadmissível apontar os aposentados públicos como os responsáveis pela situação financeira da cidade quando temos um quadro de endividamento de grandes bancos com a prefeitura”, vereadora Juliana Cardoso.

Sindicatos e associações dos funcionários públicos municipais foram contundentes durante a reunião desta terça-feira (11) da Comissão de Estudos que analisa a reforma da previdência. Todos representantes dos servidores solicitaram a retirada do Projeto de Lei 621/16 em tramitação na Câmara Municipal.
Com o tempo de apenas três minutos para suas intervenções, 13 entidades dos funcionários criticaram duramente o projeto e apontaram diversas incoerências. Mereceu destaque a segregação de massas, que cria dois fundos para as aposentadorias. Ela também é considerada inconstitucional.
“Diversos estados e cidades do Brasil que adotaram a segmentação de massas mudaram a lei e voltaram atrás, pois ela é insustentável financeiramente e as contas não fechavam”, afirmou o presidente do Sindsep, Sérgio Antiqueira.
“Nas páginas policiais, vemos seguidas ações da Polícia Federal contra fraudes praticadas nos fundos de capitalização criados em vários municípios a partir de reformas da previdência com a segregação de massas”, disse o representante do Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado de São Paulo, Hélio Campos Freire.
Para a vereadora Juliana Cardoso (PT), integrante da Comissão de Estudos, o assunto é complexo e o projeto em tramitação é superficial e apresenta muitas contradições. “Enquanto os preços da energia elétrica, gás e combustível não param de subir, estamos diante de um projeto que reduz os salários dos funcionários públicos”, comentou. “Mesmo com essa agenda de colocar o projeto em votação entre o Natal e Ano Novo, tenho certeza de que os funcionários vão se mobilizar para convencer os vereadores pela não aprovação”.