23 anos do massacre do Carandiru

Na noite de 2 de outubro de 1992, policiais militares executaram 111 cidadãos no Pavilhão 9 da Casa de Detenção do Carandiru. É a maior matança de pessoas sob custódia do Estado do mundo.
Foram 22 anos até que acontecesse o julgamento dos policiais militares, considerados culpados pelo júri popular. Como a defesa entrou com recursos, pode levar anos até que se consiga a condenação de fato. Os policiais agiram sob ordens de autoridades que jamais serão julgadas, como o governador Luiz Antonio Fleury Filho e o coronel Ubiratan Guimarães. Até hoje, poucas famílias receberam indenização pela grave violação de direitos humanos sofrida por seus parentes.
Nesses 23 anos, a situação do sistema prisional só se agravou: houve recrudescimento da política de encarceramento em massa, a violação de direitos da população carcerária é cotidiana e a violência policial aumentou.
Carandiru é aqui. É hoje. É o presente.
Que a memória do Massacre do Carandiru não nos deixe esquecer que todas as vidas têm valor. E que vivemos em um Estado Democrático de Direito conquistado com muita luta.
Fonte: Jornalistas Livres
Ilustração: Pxeira, colaboração especial para Jornalistas Livres  — com Daniel Galvão.